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Condutor Motorista: o pedestre não é seu freio

Pelo Código de Trânsito Brasileiro, a proteção deve vir do maior para o menor, logo, o pedestre, o mais frágil dos citados no CTB, deveria ser o alvo de maior cuidado no trânsito. Por quê? Porque todos são pedestres, nem que seja por cinco minutos ao atravessar a rua do estacionamento até a residência. E você sempre espera fazer isso sem nenhum problema, não é?

Dados do Anuário Estatístico do IBGE divulgados em 2011 revelam que, somente em 2008, mais de 59 mil pessoas foram atropeladas e, de acordo com o Ministério da Saúde, quase 10 mil chegaram a óbito. A culpa muitas vezes atribuída pelo pedestre ao condutor, ou vice-versa, pode na verdade ser resultado de más condições de iluminação e de sinalização, ou mesmo de obstáculos no espaço de circulação, que permitam ou incentivem práticas de velocidades incompatíveis.


Créditos: Agência Brasil.

Agentes públicos fazem atividade cultural na faixa em Brasília em nome da prevenção de acidentes com pedestres.


Seja responsável

Pedestre também precisa estar atento e ter os sentidos aguçados, em especial a visão e a audição, para minimizar os riscos no trânsito. Caminhar com fones no ouvido, falando ou teclando no celular, enfim, distraído, pode atrapalhar o fluxo de pessoas nas calçadas e levar a acidentes com veículos. Ver e ser visto no trânsito é uma premissa para manter-se seguro.

O pedestre deve cuidar por onde pisa e por onde anda, pois é preciso desviar de postes, bancas, placas e outros mobiliários urbanos, e ainda tem as deformações nas calçadas. Além disso, cabe ao pedestre buscar a travessia em locais seguros, optando por esquinas sinalizadas, passarelas e pontes subterrâneas. Quando cada envolvido no trânsito faz a sua parte, os riscos diminuem para todos.


Curiosidade
Uma pesquisa publicada na revista especializada Injury Prevention (do grupo British Medical Journals) no início de 2012 aponta que pedestres que usam fones de ouvido têm três vezes mais chances de sofrerem um acidente.

Em estudo de junho de 2012 sobre os riscos de distração no trânsito, a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia divulgou que em 66% dos casos de atropelamentos, o pedestre fazia uso do telefone celular, mandando mensagens, em ligações ou escutando músicas. 


Prevenindo acidentes

Alguns cuidados podem ajudar a prevenir acidentes:

MOTORISTAS:
Trafegar dentro do limite de velocidade – além de ser lei, garante a sua segurança e a do pedestre. Em locais onde há conflito de pedestres e veículos (centros comerciais, escolas, hospitais, indústrias etc.), as velocidades recomendadas variam entre 30Km/h e 40Km/h para que haja tempo de frear em uma situação inesperadas.
Aumentar a atenção nas proximidades de cruzamentos, mesmo que o sinal esteja aberto. Nem pensar em acelerar para aproveitar o verde, mas reduzir para ver todo o cenário a sua volta. Nesses locais o conflito entre os diferentes tipos de veículos e os pedestres é maior. E ao fechar o semáforo, certifique-se de parar antes da linha de retenção e de não estar em cima da faixa de pedestres.
Lembre-se de sinalizar as mudanças de pista ou quando for entrar em outras ruas, mesmo que não haja outro veículo no seu campo de visão – a sua sinalização é fundamental a um pedestre.
Ao sair ou entrar em uma garagem, observe se não há pedestres vindo de qualquer sentido. E sempre manobre lentamente o veículo. 

PEDESTRES:
Tenha certeza de que você está sendo visto pelos motoristas antes de fazer qualquer travessia.
Olhe para os dois lados quantas vezes for necessário e aguarde na calçada, afastado do meio-fio, antes de cruzar ruas. Lembre-se ainda que veículos menores como motos e bicicletas também podem machucar e são mais difíceis de ver.
Atravesse sempre na faixa de pedestres e em passarelas, quando houver, isso aumenta sua segurança e diminui o risco de acidentes. Onde não houver faixa, procure a esquina mais próxima e fique atento ao fluxo de veículos, aguardando até que seja possível a travessia.
Preste atenção ao passar por garagens e postos de combustível, lugares onde a entrada e saída de veículos é comum.
Quando não houver calçada, ande pelo canto da via no sentido contrário dos veículos. E quando acompanhado, ande em fila. 

Créditos: Agência Brasil.

A falta de local adequado para atravessar uma via e condições climáticas difíceis pode fazer pedestres se arriscarem e dificulta a visão dos motoristas.


Alerta

A Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET-SP) promove campanhas educativas, a fim de melhorar o relacionamento entre pedestres e motoristas. Este vídeo retrata o cuidado que o condutor deve ter em relação ao pedestre, já que ele também faz parte desse meio.

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» Artigo: "Regulação e segurança das travessias de pedestres", do engenheiro Roberto Ghidini sobre pedestres e atropelamentos.